quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
TURMA 2001: SARAU CONTEMPORÂNEO
O que aconteceu com a turma 2001? O Sarau foi um sucesso, vocês trabalharam muito!!! Muita música, poesia, jograis, teatro de fantoches. E até agora nenhuma postagem: foto, filmagem, comentários...
O que vocês estão esperando? Valorizem o trabalho feito por vocês!!! Aguardo postagem, Vera.
O que vocês estão esperando? Valorizem o trabalho feito por vocês!!! Aguardo postagem, Vera.
sábado, 29 de outubro de 2011
Grupo 4 - Simbolismo no Brasil
Simbolismo
O simbolismo foi um movimento que se desenvolveu nas artes plásticas, teatro e literatura. Surgiu na França, no final do século XIX, em oposição ao Naturalismo e ao Realismo.
O Simbolismo no Brasil
Iniciado oficialmente em 1893, com a publicação de Missal (prosa poética) e Broquéis, de Cruz e Souza, considerado o maior representante do movimento no país, ao lado de Alphonsus de Guimarães, o Simbolismo brasileiro, segundo alguns autores, não foi tão relevante quanto o europeu. Em outras palavras, não conseguiu substituir os cânones da literatura oficial, predominantemente realista e parnasiana. Esse fenômeno não é difícil de entender: a ênfase no primitivo e no inconsciente desta poesia, seu caráter universalizante e ao mesmo tempo intimista, não respondiam às questões nacionais. Por outro lado, entretanto, pelas mesmas características mencionadas, as manifestações simbolistas no Brasil, especialmente no Sul, terra de Cruz e Souza, possuem uma aura de "seita", com verdadeiras sociedades secretas cujos ritos, jargões e nomes sugerem os traços essenciais do movimento (por exemplo: "Romeiros da Estrada de São Tiago", "Magnificentes da palavra de escrita", etc.). Movimento de cunho idealista, o Simbolismo teve que enfrentar no Brasil a atmosfera de oposição e hostilidade criada pelo Zeitgeist realista e positivista dominante desde 1870. O prestígio do parnasianismo não deixou margem para que se reconhecesse o movimento simbolista e avaliasse o seu valor e alcance, tão importantes que a sua repercussão e influência remotas são notórias em relação à literatura modernista. O Simbolismo foi abafado pela ideologia dominante e os adeptos do simbolismo sofreram sob forte oposição. O movimento simbolista na literatura brasileira teve força até o movimento modernista do começo da década de 1920.
Características do Simbolismo
- Ênfase em temas místicos, imaginários e subjetivos;
- Caráter individualista
- Desconsideração das questões sociais abordadas pelo Realismo e Naturalismo;
- Estética marcada pela musicalidade (a poesia aproxima-se da música);
- Produção de obras de arte baseadas na intuição, descartando a lógica e a razão
- Utilização de recursos literários como, por exemplo, a aliteração (repetição de um fonema consonantal) e a assonância (repetição de fonemas vocálicos).
Principais artistas simbolistas
- Cruz e Souza
- Alphonsus de Guimaraens
Missal
Os poemas de Missal são escritos em prosa. O Simbolismo ainda é algo latente nessas realizações, não atingindo o grau de musicalidade, plasticidade e sugestão desejadas. Por ser ainda a primeira obra de Cruz e Sousa na linha simbolista, não consegue atingir a sublimidade e a alquimia verbal de suas realizações posteriores. Vale mais como registro do que realmente como referência do Simbolismo no Brasil. Mesmo que saibamos da influência da poesia em prosa de Charles Baudelaire sobre Cruz e Sousa, são raros os momentos de genialidade dessa obra, se compararmos com os textos do grande mestre francês. Essas influências são ainda tênues, mais frutos da paixão do que da inspiração irmanada. Falta, sem dúvida, o brilho e os rasgos da impetuosidade baudelairiana a Cruz e Sousa nesses poemas. Essa força só poderá ser melhor admirada, indiscutivelmente, nos versos de Broquéis.
Ainda que não nos caiba julgar os motivos que levaram à adoção de Missal, não nos parece coerente essa decisão dos examinadores que, ao contrário de atrair os jovens leitores. Tende a afastá-los ainda mais desse grande poeta que é Cruz e Sousa.
Texto 1 - Oração ao Sol
Sol, rei astral, deus dos sidéreos Azuis, que fazes cantar de luz os prados verdes, cantar as águas! Sol imortal, pagão, que simbolizas a Vida, a Fecundidade! Luminoso sangue original que alimentas o pulmão da Terra, o Seio virgem da Natureza! Lá do alto zimbório catedralesco de onde refulges e triunfas, ouve esta Oração que te consagro neste branco Missal da excelsa Religião da Arte, esmaltado no marfim ebúrneo das iluminuras do Pensamento.
Permite que um instante repouse na calma das Idéias, concentre cultualmente o Espírito, como no recolhido silêncio de igrejas góticas, e deixe lá fora, no rumor do mundo, o tropel infernal dos homens ferozmente rugindo e bramando sob a cerrada metralha acesa das formidandas paixões sangrentas.
...
Ó radiante orientalista do firmamento! Supremo artista grego das formas indeléveis e prefulgentes da Luz! Pelo exotismo asiático desses deslumbramentos, pelos majestosos cerimoniais da basílica celeste a que tu presides, que esta Oração vá, suba e penetre os etéreos paços esplendorosos e lá para sempre vibre, se eternize através das forças firmes, num som álacre, cantante, de clarim proclamador e guerreiro.
Esse longo poema em prosa representa uma espécie de ‘profissão de fé’ dentro da obra de Cruz e Sousa, já que estabelece muitíssimo bem sua intenção simbolista. O mesmo ocorre no “poema de abertura de Broquéis, Antífona”. E interessante destacar que essa invocação do sol tem a força de uma oração ou pedido para realizar seus poemas sem a interferência daqueles que detêm o poder sobre o mundo dos homens e das artes. O mesmo ocorre na epígrafe de Baudelaire utilizada em Broquéis.
Com a influência da prosa e poesia do mestre francês do Simbolismo, Charles Baudelaire, latente em seus versos, a obra "Missal" do poeta Cruz e Sousa traz pela primeira vez o gênero para o Brasil.
Apesar de pouco reconhecido pela crítica de sua época, o poema deixa de lado os significados lógicos e explícitos, para trilhar por caminhos mais sutis e de sugestões vagas, marca característica dos Simbolistas, assim como a musicalidade empregada na estética de seus textos.
Integrantes:
Andreza - 03
Caroline de Souza - 07
Felipe - 09
Giseli de Souza - 12
Hugo - 14
Ingrid - 15
Isabely Barbosa- 17
Maicom Raoni - 28
Raphael Vilarinho - 32
Ramon - 33
Veronica - 40
O simbolismo foi um movimento que se desenvolveu nas artes plásticas, teatro e literatura. Surgiu na França, no final do século XIX, em oposição ao Naturalismo e ao Realismo.
O Simbolismo no Brasil
Iniciado oficialmente em 1893, com a publicação de Missal (prosa poética) e Broquéis, de Cruz e Souza, considerado o maior representante do movimento no país, ao lado de Alphonsus de Guimarães, o Simbolismo brasileiro, segundo alguns autores, não foi tão relevante quanto o europeu. Em outras palavras, não conseguiu substituir os cânones da literatura oficial, predominantemente realista e parnasiana. Esse fenômeno não é difícil de entender: a ênfase no primitivo e no inconsciente desta poesia, seu caráter universalizante e ao mesmo tempo intimista, não respondiam às questões nacionais. Por outro lado, entretanto, pelas mesmas características mencionadas, as manifestações simbolistas no Brasil, especialmente no Sul, terra de Cruz e Souza, possuem uma aura de "seita", com verdadeiras sociedades secretas cujos ritos, jargões e nomes sugerem os traços essenciais do movimento (por exemplo: "Romeiros da Estrada de São Tiago", "Magnificentes da palavra de escrita", etc.). Movimento de cunho idealista, o Simbolismo teve que enfrentar no Brasil a atmosfera de oposição e hostilidade criada pelo Zeitgeist realista e positivista dominante desde 1870. O prestígio do parnasianismo não deixou margem para que se reconhecesse o movimento simbolista e avaliasse o seu valor e alcance, tão importantes que a sua repercussão e influência remotas são notórias em relação à literatura modernista. O Simbolismo foi abafado pela ideologia dominante e os adeptos do simbolismo sofreram sob forte oposição. O movimento simbolista na literatura brasileira teve força até o movimento modernista do começo da década de 1920.
Características do Simbolismo
- Ênfase em temas místicos, imaginários e subjetivos;
- Caráter individualista
- Desconsideração das questões sociais abordadas pelo Realismo e Naturalismo;
- Estética marcada pela musicalidade (a poesia aproxima-se da música);
- Produção de obras de arte baseadas na intuição, descartando a lógica e a razão
- Utilização de recursos literários como, por exemplo, a aliteração (repetição de um fonema consonantal) e a assonância (repetição de fonemas vocálicos).
Principais artistas simbolistas
- Cruz e Souza
- Alphonsus de Guimaraens
Missal
Os poemas de Missal são escritos em prosa. O Simbolismo ainda é algo latente nessas realizações, não atingindo o grau de musicalidade, plasticidade e sugestão desejadas. Por ser ainda a primeira obra de Cruz e Sousa na linha simbolista, não consegue atingir a sublimidade e a alquimia verbal de suas realizações posteriores. Vale mais como registro do que realmente como referência do Simbolismo no Brasil. Mesmo que saibamos da influência da poesia em prosa de Charles Baudelaire sobre Cruz e Sousa, são raros os momentos de genialidade dessa obra, se compararmos com os textos do grande mestre francês. Essas influências são ainda tênues, mais frutos da paixão do que da inspiração irmanada. Falta, sem dúvida, o brilho e os rasgos da impetuosidade baudelairiana a Cruz e Sousa nesses poemas. Essa força só poderá ser melhor admirada, indiscutivelmente, nos versos de Broquéis.
Ainda que não nos caiba julgar os motivos que levaram à adoção de Missal, não nos parece coerente essa decisão dos examinadores que, ao contrário de atrair os jovens leitores. Tende a afastá-los ainda mais desse grande poeta que é Cruz e Sousa.
Texto 1 - Oração ao Sol
Sol, rei astral, deus dos sidéreos Azuis, que fazes cantar de luz os prados verdes, cantar as águas! Sol imortal, pagão, que simbolizas a Vida, a Fecundidade! Luminoso sangue original que alimentas o pulmão da Terra, o Seio virgem da Natureza! Lá do alto zimbório catedralesco de onde refulges e triunfas, ouve esta Oração que te consagro neste branco Missal da excelsa Religião da Arte, esmaltado no marfim ebúrneo das iluminuras do Pensamento.
Permite que um instante repouse na calma das Idéias, concentre cultualmente o Espírito, como no recolhido silêncio de igrejas góticas, e deixe lá fora, no rumor do mundo, o tropel infernal dos homens ferozmente rugindo e bramando sob a cerrada metralha acesa das formidandas paixões sangrentas.
...
Ó radiante orientalista do firmamento! Supremo artista grego das formas indeléveis e prefulgentes da Luz! Pelo exotismo asiático desses deslumbramentos, pelos majestosos cerimoniais da basílica celeste a que tu presides, que esta Oração vá, suba e penetre os etéreos paços esplendorosos e lá para sempre vibre, se eternize através das forças firmes, num som álacre, cantante, de clarim proclamador e guerreiro.
Esse longo poema em prosa representa uma espécie de ‘profissão de fé’ dentro da obra de Cruz e Sousa, já que estabelece muitíssimo bem sua intenção simbolista. O mesmo ocorre no “poema de abertura de Broquéis, Antífona”. E interessante destacar que essa invocação do sol tem a força de uma oração ou pedido para realizar seus poemas sem a interferência daqueles que detêm o poder sobre o mundo dos homens e das artes. O mesmo ocorre na epígrafe de Baudelaire utilizada em Broquéis.
Com a influência da prosa e poesia do mestre francês do Simbolismo, Charles Baudelaire, latente em seus versos, a obra "Missal" do poeta Cruz e Sousa traz pela primeira vez o gênero para o Brasil.
Apesar de pouco reconhecido pela crítica de sua época, o poema deixa de lado os significados lógicos e explícitos, para trilhar por caminhos mais sutis e de sugestões vagas, marca característica dos Simbolistas, assim como a musicalidade empregada na estética de seus textos.
Integrantes:
Andreza - 03
Caroline de Souza - 07
Felipe - 09
Giseli de Souza - 12
Hugo - 14
Ingrid - 15
Isabely Barbosa- 17
Maicom Raoni - 28
Raphael Vilarinho - 32
Ramon - 33
Veronica - 40
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Grupo 02: Naturalismo no Brasil
O NATURALISMO
É uma ramificação do Realismo e uma das suas principais características é a retratação da sociedade de uma forma bem objetiva.
Os naturalistas abordam a existência humana de forma materialista. O homem é encarado como produto biológico passando a agir de acordo com seus instintos, chegando a ser comparado com os animais (zoomorfização).
Segundo o Naturalismo, o homem é desprovido do livre-arbítrio, ou seja, o homem é uma máquina guiada por vários fatores: leis físicas e químicas, hereditariedade e meio social, além de estar sempre à mercê de forças que nem sempre consegue controlar. Para os naturalistas, o homem é um brinquedo nas mãos do destino e deve ser estudado cientificamente.
NATURALISMO NO BRASIL
No país, a tendência manifesta-se nas artes plásticas e na literatura. Não há produção de textos para teatro, que se limita a encenar peças francesas.
Nas artes plásticas está presente na produção dos artistas paisagistas do chamado Grupo Grimm. Seu líder é o alemão George Grimm (1846-1887), professor da Academia Imperial de Belas-Artes. Em 1884, ele rompe com a instituição, que segue as regras das academias de arte e rejeita a prática de pintar a natureza ao ar livre, sem seguir modelos europeus. Funda, então, o Grupo Grimm em Niterói (RJ). Entre seus alunos se destaca Antonio Parreiras (1860-1945). Outro naturalista importante é João Batista da Costa (1865-1926), que tenta captar com objetividade a luz e as cores da paisagem brasileira.
Na literatura, em geral não há fronteiras nítidas entre textos naturalistas e realistas. No entanto, o romance O Mulato (1881), de Aluísio Azevedo (1857-1913), é considerado o marco inicial do naturalismo no país. Outras obras classificadas como naturalistas são O Ateneu, de Raul Pompéia (1863-1895), e A Carne, de Júlio Ribeiro (1845-1890). A tendência está na base do regionalismo, que, nascido no romantismo, se consolida na literatura brasileira no fim do século XIX e existe até hoje.
O primeiro romance é O mulato (1881) do maranhense Aluísio de Azevedo, o escritor que melhor representa a corrente literária do naturalismo brasileiro. Trata-se da história de um homem culto, mulato, que vive o preconceito racial ao se envolver com uma mulher branca. Outras obras classificadas como naturalistas são O Ateneu, de Raul Pompéia (1863-1895), e A Carne, de Júlio Ribeiro (1845-1890). A tendência está na base do regionalismo, que, nascido no romantismo, se consolida na literatura brasileira no fim do século XIX e existe até hoje. (1836-1912) e França Júnior (1838-1890)
No Brasil, as primeiras obras naturalistas são publicadas em 1880, sendo influenciadas pela leitura de Émile Zola.
Além da obra (O Mulato), ele foi o responsável pela criação de um dos maiores marcos da literatura brasileira: O cortiço.
Pela primeira vez, a literatura pôs em primeiro plano o pobre, o homossexual, os negros e os mulatos discriminados.
Alguns representantes do Brasil foram Horácio de Carvalho, Inglês de Souza, Julio Ribeiro, Emília Bandeira de Melo, Pápi Júnior, Rodolfo Teófilo, entre vários outros.
O ROMANCE NATURALISTA
O naturalismo foi cultivado no Brasil por Aluísio Azevedo, Júlio Ribeiro, Adolfo Caminha, Domingos Olímpio, Inglês de Sousa e Manuel de Oliveira Paiva. O caso de Raul Pompéia é muito particular, pois em seu romance O Ateneu tanto apresenta características naturalistas como realistas, e mesmo impressionistas.
A narrativa naturalista é marcada pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados, valorizando-se o coletivo. Interessa notar que a preocupação com o coletivo já está explicitada no próprio título dos principais romances: O Cortiço, Casa de pensão, O Ateneu. É tradicional a tese de que, em O Cortiço, o principal personagem não é João Romão, nem Bertoleza, nem Rita Baiana, mas sim o próprio cortiço.
No Brasil, a prosa naturalista foi muito influenciada por Eça de Queirós, basicamente com as obras O crime do Padre Amaro e O primo Basílio. Em 1881 surge o romance considerado o marco inicial do Naturalismo brasileiro: O mulato, de Aluísio de Azevedo.
Pertencem também ao Naturalismo brasileiro, entre outros, O missionário, de Inglês de Souza, e A carne, de Júlio Ribeiro, ambos publicados em 1888. Adolfo Caminha publicou A normalista (1893) e O bom crioulo (1896), considerados boas realizações naturalistas.
CARACTERÍSTICAS
- A principal característica do Naturalismo é o cientificismo exagerado que transformou o homem e a sociedade em objetos de experiências.
- Descrições minuciosas e linguagem simples
- Preferência por temas como miséria, adultério, crimes, problemas sociais, taras sexuais e etc. A exploração de temas patológicos traduz a vontade de analisar todas as podridões sociais e humanas sem se preocupar com a reação do público.
- Ao analisar os problemas sociais, o naturalista mostra uma vontade de reformar a sociedade, ou seja, denunciar estes problemas, era uma forma de tentar reformar a sociedade.
O MULATO
Nós vamos analisar a obra O mulato de (1881) de Aluísio Azevedo, Trata-se da história de um homem culto, mulato, que vive o preconceito racial ao se envolver com uma mulher branca. A partir daí nós podemos observar como o naturalismo foi um movimento que surpreendeu tanto, se até nos tempos de hoje nós sofremos preconceitos raciais imagina como era naquele tempo em que a obra foi publicada.
Na nossa opinião foi uma obra muito importante para a sociedade porque relata a realidade das coisas não apenas em nosso país mais em todo mundo. Todos nós sofremos preconceitos raciais e até hoje quando vemos uma mulher branca com um homem negro imaginamos que seja por interesse de alguma das partes e etc. E nós escolhemos essa obra porque ela que deu inicio ao Naturalismo Brasileiro, então teve muita importância.
Membros do grupo: Fernanda Lima n°: 10
Kamille Capistrano n°: 21
Lucas de Oliveira Almeida n°: 26
Luiz Henrique n°: 27
Rafael n°: 32
É uma ramificação do Realismo e uma das suas principais características é a retratação da sociedade de uma forma bem objetiva.
Os naturalistas abordam a existência humana de forma materialista. O homem é encarado como produto biológico passando a agir de acordo com seus instintos, chegando a ser comparado com os animais (zoomorfização).
Segundo o Naturalismo, o homem é desprovido do livre-arbítrio, ou seja, o homem é uma máquina guiada por vários fatores: leis físicas e químicas, hereditariedade e meio social, além de estar sempre à mercê de forças que nem sempre consegue controlar. Para os naturalistas, o homem é um brinquedo nas mãos do destino e deve ser estudado cientificamente.
NATURALISMO NO BRASIL
No país, a tendência manifesta-se nas artes plásticas e na literatura. Não há produção de textos para teatro, que se limita a encenar peças francesas.
Nas artes plásticas está presente na produção dos artistas paisagistas do chamado Grupo Grimm. Seu líder é o alemão George Grimm (1846-1887), professor da Academia Imperial de Belas-Artes. Em 1884, ele rompe com a instituição, que segue as regras das academias de arte e rejeita a prática de pintar a natureza ao ar livre, sem seguir modelos europeus. Funda, então, o Grupo Grimm em Niterói (RJ). Entre seus alunos se destaca Antonio Parreiras (1860-1945). Outro naturalista importante é João Batista da Costa (1865-1926), que tenta captar com objetividade a luz e as cores da paisagem brasileira.
Na literatura, em geral não há fronteiras nítidas entre textos naturalistas e realistas. No entanto, o romance O Mulato (1881), de Aluísio Azevedo (1857-1913), é considerado o marco inicial do naturalismo no país. Outras obras classificadas como naturalistas são O Ateneu, de Raul Pompéia (1863-1895), e A Carne, de Júlio Ribeiro (1845-1890). A tendência está na base do regionalismo, que, nascido no romantismo, se consolida na literatura brasileira no fim do século XIX e existe até hoje.
O primeiro romance é O mulato (1881) do maranhense Aluísio de Azevedo, o escritor que melhor representa a corrente literária do naturalismo brasileiro. Trata-se da história de um homem culto, mulato, que vive o preconceito racial ao se envolver com uma mulher branca. Outras obras classificadas como naturalistas são O Ateneu, de Raul Pompéia (1863-1895), e A Carne, de Júlio Ribeiro (1845-1890). A tendência está na base do regionalismo, que, nascido no romantismo, se consolida na literatura brasileira no fim do século XIX e existe até hoje. (1836-1912) e França Júnior (1838-1890)
No Brasil, as primeiras obras naturalistas são publicadas em 1880, sendo influenciadas pela leitura de Émile Zola.
Além da obra (O Mulato), ele foi o responsável pela criação de um dos maiores marcos da literatura brasileira: O cortiço.
Pela primeira vez, a literatura pôs em primeiro plano o pobre, o homossexual, os negros e os mulatos discriminados.
Alguns representantes do Brasil foram Horácio de Carvalho, Inglês de Souza, Julio Ribeiro, Emília Bandeira de Melo, Pápi Júnior, Rodolfo Teófilo, entre vários outros.
O ROMANCE NATURALISTA
O naturalismo foi cultivado no Brasil por Aluísio Azevedo, Júlio Ribeiro, Adolfo Caminha, Domingos Olímpio, Inglês de Sousa e Manuel de Oliveira Paiva. O caso de Raul Pompéia é muito particular, pois em seu romance O Ateneu tanto apresenta características naturalistas como realistas, e mesmo impressionistas.
A narrativa naturalista é marcada pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados, valorizando-se o coletivo. Interessa notar que a preocupação com o coletivo já está explicitada no próprio título dos principais romances: O Cortiço, Casa de pensão, O Ateneu. É tradicional a tese de que, em O Cortiço, o principal personagem não é João Romão, nem Bertoleza, nem Rita Baiana, mas sim o próprio cortiço.
No Brasil, a prosa naturalista foi muito influenciada por Eça de Queirós, basicamente com as obras O crime do Padre Amaro e O primo Basílio. Em 1881 surge o romance considerado o marco inicial do Naturalismo brasileiro: O mulato, de Aluísio de Azevedo.
Pertencem também ao Naturalismo brasileiro, entre outros, O missionário, de Inglês de Souza, e A carne, de Júlio Ribeiro, ambos publicados em 1888. Adolfo Caminha publicou A normalista (1893) e O bom crioulo (1896), considerados boas realizações naturalistas.
CARACTERÍSTICAS
- A principal característica do Naturalismo é o cientificismo exagerado que transformou o homem e a sociedade em objetos de experiências.
- Descrições minuciosas e linguagem simples
- Preferência por temas como miséria, adultério, crimes, problemas sociais, taras sexuais e etc. A exploração de temas patológicos traduz a vontade de analisar todas as podridões sociais e humanas sem se preocupar com a reação do público.
- Ao analisar os problemas sociais, o naturalista mostra uma vontade de reformar a sociedade, ou seja, denunciar estes problemas, era uma forma de tentar reformar a sociedade.
O MULATO
Nós vamos analisar a obra O mulato de (1881) de Aluísio Azevedo, Trata-se da história de um homem culto, mulato, que vive o preconceito racial ao se envolver com uma mulher branca. A partir daí nós podemos observar como o naturalismo foi um movimento que surpreendeu tanto, se até nos tempos de hoje nós sofremos preconceitos raciais imagina como era naquele tempo em que a obra foi publicada.
Na nossa opinião foi uma obra muito importante para a sociedade porque relata a realidade das coisas não apenas em nosso país mais em todo mundo. Todos nós sofremos preconceitos raciais e até hoje quando vemos uma mulher branca com um homem negro imaginamos que seja por interesse de alguma das partes e etc. E nós escolhemos essa obra porque ela que deu inicio ao Naturalismo Brasileiro, então teve muita importância.
Membros do grupo: Fernanda Lima n°: 10
Kamille Capistrano n°: 21
Lucas de Oliveira Almeida n°: 26
Luiz Henrique n°: 27
Rafael n°: 32
Texto do trabalho com fantoches sobre o livro Perequê e Açu (capítulo 5-3° bimestre) Grupo: Fernanda Lima n°: 10, Kamille Capistrano n°:21, Luiz Henrique n°:27, Rafael Ribeiro n°: 32
Narrador: os escravos que iriam partir junto com a comitiva, já estavam de prontidão junto à casa grande; a espera do seu Madruga.
Seu Madruga apareceu junto ao alpendre, e todos aguardavam o seu sinal. Para darem inicio a grande jornada até Vila Rica.
Ao seu comando a comitiva partiu...
Dona Barbara então se dirige a cozinha para falar com Perequê.
Dona Barbara: - Filho, você perdeu a comitiva do seu pai.
Perequê: -Perdi não mãe. Eu vi lá da janela do meu quarto.
Dona Barbara:- Acalme-se. Tome seu café devagar. Afinal, está com tanta pressa pra ir onde?
Perequê: Só vou me divertir juntamente com o Açu.
Narrador: Dona Bárbara percebeu que duas de suas escravas, estavam cochichando no final da cozinha e quis saber do que se tratava.
Dona Barbara: O que vocês tanto cochicham aí no canto?
Escrava: Acabei de saber de uma notícia horrível que aconteceu em uma das fazendas das redondezas.
Dona Barbara: Que notícia horrível é essa?
Escrava:- A senhora conhece a proprietária da fazenda Itaoca?
Dona Barbara:-Claro que sim! Embora, Madruga diga sempre, que ouve relatos por aí, durante as suas viagens, que ela é muito cruel com seus empregados.
Escrava: -É a mais pura verdade.
Dona Barbara:-Tá! Mais o que foi que ela fez de tão assombroso?
-Santo Deus! Conte logo criatura!
Escrava: Tá bom! Tá bom! Eu falo.
Narrador : E assim começou a falar a escrava:
Escrava: Dona Joaquina tinha um caso com um dos seus escravos de companhia. Certo dia, pegou o escravo Alaor de chamego com a sua cozinheira, que pegou uma faca afiada e cortou um pedaço da língua da escrava que chorava de tanta dor. E depois fez o pobre do escravo comer.
Dona Barbara:- Isso deve ser só conversa de escravos fujões.
Narrador: Perequê ficou por ali meio acabrunhado . Coçou a cabeça e disse:
Perequê:- Não sei porque, mais acho que tem algo de errado nesta história?
Mãeee, vou sair pra chamar o Açu pra gente caçar ou pescar.
Narrador: Enquanto isso, a comitiva do Seu Madruga, ia marchando de sol a sol.
Com o adiantar das horas, a tropa começa a mostrar o cansaço. E se faz necessário, uma pausa, para que todos possam descansar.
Eles acenderam uma fogueira...Prepararam a comida da tropa.
Logo depois do almoço, todos tiraram uma sesta de 30 minutos e voltaram a seguir viagem.
Enquanto isso, na fazenda... Perequê após ter terminado a sua lição, sai correndo todo apressado para encontrar o seu grande amigo.
Ao sair, logo encontra Açu, sentado ao pé da escada, que já o esperava.
Açu: -Puxa! Hoje você demorou mais do que os outros dias.
O que faremos hoje?
Perequê: Estava pensando em ir pescar de novo. O que você acha?
Açu: É pode ser.
Narrador: Os dois meninos se dirigem para a senzala para buscar os anzóis e o enxadão para que possam catar as minhocas no terreiro. Minhocas graúdas começaram a aparecer. Os meninos trataram de pegar somente as maiores. E ao se prepararem para deixar o local, avistam Alceu, um escravo que havia sido comprado recentemente.
Narrador : Alceu contava a lenda do “Pão quente”.
E assim ele falava:
Escravo:” Havia uma fazenda muito poderosa na região, que possuía um feitor implacável.O feitor carregava na cintura, um chicote de couro e nas pontas, pedacinhos de chumbo presos. Juvenal fazia deste chicote a sua marca registrada. Não havia escravo desta fazenda que não tivesse medo deste perverso feitor.”
- Bem, que os escravos desta fazenda deveriam se rebelar contra este maldito feitor. Não acha Perequê?
Perequê: Não acho que o feitor deveria ser tão ruim.
Escravo: E vocês ainda não ouviram a pior das crueldades.
Açu: - E ainda tem mais?
Escravo:Assim que eu terminar de contar vocês me digam se é ou não é pior.
Narrador :E voltou a contar:
Escravo:” Essa fazenda era próspera e produzia muita farinha de mandioca, muito café e aguardentes. Que depois eram vendidos aos comerciantes de toda a região, e também enviados para abastecer algumas cidades das Minas Gerais. “por causa da grande demanda de encomendas, os escravos trabalhavam sem parar. O carregado de fazer os pães era o escravo Sebastião e o ajudante Tibério. O feitor havia dado ordens expressas, que para que nenhum escravo da fazenda pudesse comer os pães frescos. Caso algu7m escravo teimasse e fosse pego comendo algum dos pães frescos, seriam severamente castigados. Juvenal, mão de ferro!Ficava sempre a espreita, vigiando os escravos como um cão sarnento. Certa manhã, ao entrar sorrateiramente na cozinha, o feitor surpreendeu o escravo Tibério, comendo um pão que tinha acabado de sair do forno.O feitor mão de ferro não quis saber de conversa.Desta forma, o escravo Tibério, com as mãos amarradas foi colocado dentro do forno. O pobre coitado pulava de tão quente que estava o forno.”
Perequê:- Virgem santíssima! Ninguém para acudir o Tibério?
Escravo: “O escravo Sebastião , implorava chorando e pedindo ao feitor, para que não cometesse tal crueldade. Mas Juvenal não estava para brincadeira.
Perequê:-Que homem mais perverso.
Escravo: Tibério não agüentou mais e sucumbiu com a pele toda esturricada. Restou ao velho e amigo Sebastião tirar o corpo assado do amigo e enterrá-lo aos prantos. “
Perequê: Isso que é crueldade.
Açu: Perequê, Perequê!
Perequê:O que foi Açu. Ficamos aqui parados ouvindo esta história e esquecemos de ir pescar.
Narrador:Eles passaram o restante da tarde pescando e voltaram para a senzala com o cesto cheio.
Enquanto isso, a comitiva do Senhor Madruga, seguia serra a cima.
Seu Madruga: Apertem os passos pessoal, não queremos que a noite caia, e que estejamos no meio da estrada. Pois o perigo acaba sendo maior.
Narrador :Depois de muitos dias, e de toda a mercadoria vendida, seu Madruga, retorna a fazenda.
Perequê:Benção, papai?
Seu Madruga:Deus te abençoe, filho.
E aí Bárbara. Tudo bem aqui na fazenda?
Dona Barbara:Sim, Madruga.
Seu Madruga: A viagem foi muito cansativa, mas alcancei o meu objetivo que Ra de vender toda a nossa mercadoria.
Vou descansar o resto do dia, mas amanhã bem cedo voltamos a rotina de sempre. Durante a viagem, fiz contatos com outros comerciantes e acabei por obter novos pedidos de aguardentes e farinha. Daqui a dois meses, voltaremos com outra comitiva, para entregarmos os pedidos.
Dona Barbara: Que bom que tudo ocorreu bem. A reza da escrava Inácia é realmente poderosa.
Ainda bem que temos a benzedeira Inácia, em nossa fazenda. Assim sempre teremos a proteção da sua sabedoria.
Seu Madruga apareceu junto ao alpendre, e todos aguardavam o seu sinal. Para darem inicio a grande jornada até Vila Rica.
Ao seu comando a comitiva partiu...
Dona Barbara então se dirige a cozinha para falar com Perequê.
Dona Barbara: - Filho, você perdeu a comitiva do seu pai.
Perequê: -Perdi não mãe. Eu vi lá da janela do meu quarto.
Dona Barbara:- Acalme-se. Tome seu café devagar. Afinal, está com tanta pressa pra ir onde?
Perequê: Só vou me divertir juntamente com o Açu.
Narrador: Dona Bárbara percebeu que duas de suas escravas, estavam cochichando no final da cozinha e quis saber do que se tratava.
Dona Barbara: O que vocês tanto cochicham aí no canto?
Escrava: Acabei de saber de uma notícia horrível que aconteceu em uma das fazendas das redondezas.
Dona Barbara: Que notícia horrível é essa?
Escrava:- A senhora conhece a proprietária da fazenda Itaoca?
Dona Barbara:-Claro que sim! Embora, Madruga diga sempre, que ouve relatos por aí, durante as suas viagens, que ela é muito cruel com seus empregados.
Escrava: -É a mais pura verdade.
Dona Barbara:-Tá! Mais o que foi que ela fez de tão assombroso?
-Santo Deus! Conte logo criatura!
Escrava: Tá bom! Tá bom! Eu falo.
Narrador : E assim começou a falar a escrava:
Escrava: Dona Joaquina tinha um caso com um dos seus escravos de companhia. Certo dia, pegou o escravo Alaor de chamego com a sua cozinheira, que pegou uma faca afiada e cortou um pedaço da língua da escrava que chorava de tanta dor. E depois fez o pobre do escravo comer.
Dona Barbara:- Isso deve ser só conversa de escravos fujões.
Narrador: Perequê ficou por ali meio acabrunhado . Coçou a cabeça e disse:
Perequê:- Não sei porque, mais acho que tem algo de errado nesta história?
Mãeee, vou sair pra chamar o Açu pra gente caçar ou pescar.
Narrador: Enquanto isso, a comitiva do Seu Madruga, ia marchando de sol a sol.
Com o adiantar das horas, a tropa começa a mostrar o cansaço. E se faz necessário, uma pausa, para que todos possam descansar.
Eles acenderam uma fogueira...Prepararam a comida da tropa.
Logo depois do almoço, todos tiraram uma sesta de 30 minutos e voltaram a seguir viagem.
Enquanto isso, na fazenda... Perequê após ter terminado a sua lição, sai correndo todo apressado para encontrar o seu grande amigo.
Ao sair, logo encontra Açu, sentado ao pé da escada, que já o esperava.
Açu: -Puxa! Hoje você demorou mais do que os outros dias.
O que faremos hoje?
Perequê: Estava pensando em ir pescar de novo. O que você acha?
Açu: É pode ser.
Narrador: Os dois meninos se dirigem para a senzala para buscar os anzóis e o enxadão para que possam catar as minhocas no terreiro. Minhocas graúdas começaram a aparecer. Os meninos trataram de pegar somente as maiores. E ao se prepararem para deixar o local, avistam Alceu, um escravo que havia sido comprado recentemente.
Narrador : Alceu contava a lenda do “Pão quente”.
E assim ele falava:
Escravo:” Havia uma fazenda muito poderosa na região, que possuía um feitor implacável.O feitor carregava na cintura, um chicote de couro e nas pontas, pedacinhos de chumbo presos. Juvenal fazia deste chicote a sua marca registrada. Não havia escravo desta fazenda que não tivesse medo deste perverso feitor.”
- Bem, que os escravos desta fazenda deveriam se rebelar contra este maldito feitor. Não acha Perequê?
Perequê: Não acho que o feitor deveria ser tão ruim.
Escravo: E vocês ainda não ouviram a pior das crueldades.
Açu: - E ainda tem mais?
Escravo:Assim que eu terminar de contar vocês me digam se é ou não é pior.
Narrador :E voltou a contar:
Escravo:” Essa fazenda era próspera e produzia muita farinha de mandioca, muito café e aguardentes. Que depois eram vendidos aos comerciantes de toda a região, e também enviados para abastecer algumas cidades das Minas Gerais. “por causa da grande demanda de encomendas, os escravos trabalhavam sem parar. O carregado de fazer os pães era o escravo Sebastião e o ajudante Tibério. O feitor havia dado ordens expressas, que para que nenhum escravo da fazenda pudesse comer os pães frescos. Caso algu7m escravo teimasse e fosse pego comendo algum dos pães frescos, seriam severamente castigados. Juvenal, mão de ferro!Ficava sempre a espreita, vigiando os escravos como um cão sarnento. Certa manhã, ao entrar sorrateiramente na cozinha, o feitor surpreendeu o escravo Tibério, comendo um pão que tinha acabado de sair do forno.O feitor mão de ferro não quis saber de conversa.Desta forma, o escravo Tibério, com as mãos amarradas foi colocado dentro do forno. O pobre coitado pulava de tão quente que estava o forno.”
Perequê:- Virgem santíssima! Ninguém para acudir o Tibério?
Escravo: “O escravo Sebastião , implorava chorando e pedindo ao feitor, para que não cometesse tal crueldade. Mas Juvenal não estava para brincadeira.
Perequê:-Que homem mais perverso.
Escravo: Tibério não agüentou mais e sucumbiu com a pele toda esturricada. Restou ao velho e amigo Sebastião tirar o corpo assado do amigo e enterrá-lo aos prantos. “
Perequê: Isso que é crueldade.
Açu: Perequê, Perequê!
Perequê:O que foi Açu. Ficamos aqui parados ouvindo esta história e esquecemos de ir pescar.
Narrador:Eles passaram o restante da tarde pescando e voltaram para a senzala com o cesto cheio.
Enquanto isso, a comitiva do Senhor Madruga, seguia serra a cima.
Seu Madruga: Apertem os passos pessoal, não queremos que a noite caia, e que estejamos no meio da estrada. Pois o perigo acaba sendo maior.
Narrador :Depois de muitos dias, e de toda a mercadoria vendida, seu Madruga, retorna a fazenda.
Perequê:Benção, papai?
Seu Madruga:Deus te abençoe, filho.
E aí Bárbara. Tudo bem aqui na fazenda?
Dona Barbara:Sim, Madruga.
Seu Madruga: A viagem foi muito cansativa, mas alcancei o meu objetivo que Ra de vender toda a nossa mercadoria.
Vou descansar o resto do dia, mas amanhã bem cedo voltamos a rotina de sempre. Durante a viagem, fiz contatos com outros comerciantes e acabei por obter novos pedidos de aguardentes e farinha. Daqui a dois meses, voltaremos com outra comitiva, para entregarmos os pedidos.
Dona Barbara: Que bom que tudo ocorreu bem. A reza da escrava Inácia é realmente poderosa.
Ainda bem que temos a benzedeira Inácia, em nossa fazenda. Assim sempre teremos a proteção da sua sabedoria.
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